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Cirurgias

 

      As seguintes instruções são genéricas e foram sugeridas pela SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA, após passar pela análise e aprovação de sua COMISSÃO DE ÉTICA E DEFESA DA CLASSE.

     Os itens gerais informam sobre as principais dúvidas dos pacientes que pretendem se submeter a uma cirurgia plástica e servem para relembrar as instruções já recebidas de seu médico, quando da primeira consulta.

INFORMAÇÕES GERAIS

 

  1. Primeiro beneficiado: você estará prestando uma inestimável colaboração a si mesmo(a), lendo com atenção todos os itens deste folheto.

 

  1. Finalidades: a cirurgia plástica tem por finalidade fazê-lo(a) parecer tão bem quanto possível, dentro de suas características individuais. Sendo uma combinação de arte e de ciência, está sujeita às variações inerentes ao mecanismo fisiológico, que é específico de cada indivíduo. Por tal razão, não deve ser exigida do cirurgião plástico a perfeição (que nem mesmo a natureza apresenta), haja vista que não há simetria entre os dois lados de nosso corpo. A cirurgia estética não é um recurso a favor da vaidade, mas a favor do equilíbrio psicossomático do(a) paciente.

 

  1. Evolução: é importante tomar conhecimento – antes da cirurgia - como se desenrola a evolução normal de uma intervenção, quais suas fases transitórias e qual é o resultado viável, possível (mas não infalível) para o seu caso. Na evolução do pós-operatório há que levar em conta vários fatores que independem da atenção e capacidade do cirurgião, razão pela qual não lhe é possível garantir resultados pré-determinados. Condições tais quais a espessura e textura da pele, as influências hereditárias e hormonais, além de outros elementos, poderão interferir no processo de cicatrização e, conseqüentemente, no resultado final de uma cirurgia. E, sobre esses fatores, o cirurgião plástico não tem - e não pode ter - a menor ingerência.

 

  1. Colaboração do(a) paciente: é importante saber que a sua colaboração terá grande influência no resultado final. Se o médico tem seus deveres, o (a) paciente tem os dele(a), entre os quais se insere a obediência irrestrita às instruções dadas pelo seu cirurgião.

 

  1. Conduta do cirurgião: a conduta escolhida por um médico pode não ser igual a de outro. O importante é que cada um dê o máximo de si mesmo, usando de todos os meios para atingir o melhor resultado. Por tal razão é importante que você, ao procurar um cirurgião, o faça com base no conhecimento do trabalho deste cirurgião, e não por comparação do resultado de outros pacientes obtidos junto a outros cirurgiões. E mais: cada caso difere de um outro, e vai apresentar um resultado individual, ainda que utilizada a mesma técnica e pelo mesmo cirurgião.

 

  1. Cicatrizes: são a conseqüência necessária e inevitável de toda cirurgia, portanto, pondere sobre a conveniência de conviver com elas, lembrando, contudo, que nada mais são do que os indícios deixados em lugar de um defeito anteriormente existente. Lembre-se que:

 

  1. a evolução desfavorável de uma cicatriz pode ocorrer, independentemente da melhor técnica utilizada;

 

  1. não culpe o cirurgião por ela, já que este mecanismo é intrínseco e diz respeito à sua carga genética;

 

  1. toda cirurgia plástica é passível de correções ou retoque. Aguarde, portanto, a indicação do melhor período e da oportunidade ideal para isso, ou até para uma nova intervenção (se necessária).

 

Para sua tranqüilidade e acompanhamento saiba que há três períodos distintos de maturação de uma cicatriz, que podem variar de acordo com o tipo e espessura da pele (e que é diferente de pessoa a pessoa), a saber:

 

Período Imediato: vai até o 30º dia após a cirurgia: a cicatriz é fina e pouco visível.

 

Período Mediato: vai do 30º dia até o 8º ou 12º mês: a cicatriz se apresenta transitoriamente espessada.

 

Período Tardio: após o 12º mês: é a fase de resolução final do processo. Retrações e irregularidades começam a desaparecer e a forma da cicatriz tende a adquirir aspecto plano e definitivo. Todavia, esses dados são variáveis de pessoa para pessoa e há pacientes que vão continuar a apresentar melhora e mudança no aspecto cicatricial até após o 18º mês.

 

  1. Riscos: a cirurgia plástica, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos inerentes a uma cirurgia são menores. Todavia, não deixa de ser sempre um risco.
  2. Riscos quantos às próteses. Prótese de mama: a utilização das próteses de mama expõe a paciente à possibilidade de um futuro endurecimento, modificação da forma e dor local, ocorrências estas que podem ser uni ou bilaterais, sendo devidas exclusivamente ao silicone e à reação particular de cada organismo àquela substância. Este risco (retração capsular) deve ser claramente explicado e aceito pela cliente antes de se submeter à cirurgia de colocação de prótese mamária.

 

8.1 A paciente deve estar ciente e aceitar que a ocorrência daquele fenômeno implicará na necessidade de nova(s) cirurgia(s) com troca de prótese. Esta(s) nova(s) cirurgia(s) poderá(ão) ou não resolver o problema, podendo em certos casos ser preciso efetuar a retirada total e definitiva das próteses, o que pode favorecer que as mamas fiquem de tamanho menor e com forma diferente da anterior à colocação da prótese.

 

  • A paciente, uma vez recebida estas informações deve informar que está consciente que estas cirurgias e próteses implicarão em custos adicionais para ela

 

  1. Prótese de mento: a paciente deve estar conscientizada que as prótese de mento (queixo), podem, em alguns casos, sofrer deslocamentos e/ou exposição através da mucosa da boca. Nestes casos, será necessário retirar a prótese, o que pode ser definitivo.

 

9.1 Em outros casos, que são raros, as próteses com o decorrer dos anos podem provocar erosão óssea na mandíbula, acompanhada de dor e eventual prejuízo para a dentição local.

 

  1. A sua informação: para prevenir insucessos é de suma importância a sua informação quanto ao seu verdadeiro estado de saúde. Fatores como:

 

  • infecção,
  • anemia,
  • debilidade orgânica,
  • uso de medicamentos,
  • tabagismo,
  • álcool,
  • drogas,

 

devem ser levados ao conhecimento de seu médico da maneira mais clara e aberta possível, para que ele possa lhe dar a melhor indicação e escolher a melhor maneira de atingir a meta proposta.

Dissipe todas as suas dúvidas com seu cirurgião. Você o escolheu porque deposita confiança em seu trabalho, portanto, colabore para que ambos atinjam o resultado planejado.

 

Mantenha com ele um relacionamento cordial e permanente, e faça de suas visitas periódicas um motivo de satisfação para ambos.

 

Retoque: toda cirurgia plástica traz em si a oportunidade do retoque, pois o cirurgião previdente nunca retira (ou coloca) nada em excesso, já que é preferível fazer um retoque do que ter que fazer um enxerto ou retalho. Neste caso será cobrado apenas a parte hospitalar, anestesista e instrumentadora.

 

Dúvidas: Qualquer dúvida entre em contato com seu médico pelos telefones abaixo.

 

 

 

                                                                                                                                                                    

 

                                  


 

 

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