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GAZETA DO POVO, Curitiba, quarta-feira 4 de junho de 2008.


O cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco diz ainda que a cica-trização depende muito da genética de cada paciente. O vilão das cicatrizes, a quelóide, resulta de uma combinação genética, algumas pessoas são mais predispostas a terem essa anomalia na cicatriza-ção dos cortes.

"A quelóide é uma cicatrização viciosa. O corpo cicatriza o ferimento, mas mesmo assim continua a produzir colágeno, extravasando os limites da ferida", esclarece. A quelóide se manifesta cerca de três meses após a cirurgia, mas a prevenção começa logo após a intervenção. Entre os tratamentos para evitar o surgimento de quelóide estão a compressão com bandanas elásticas e uma fita adesiva de silicone, aplicada por três meses, com início cinco dias após a intervenção. "Essa fita de silicone, além de fazer a compres-são, tem uma ação eletromagnética em cima da cicatriz", diz Pacheco.

Se não for possível evitar a que-lóide, outros tratamentos entram em ação. Uma nova cirurgia corretiva para retirar os excessos de tecido da quelóide pode ser feita, mas, segundo o cirurgião Pacheco, há 45% de reincidência.

Os demais tratamentos variam de injeções de corticóides para frear a produção de colágeno até a betaterapia, um tipo de radioterapia direcionada sobre a cicatriz. Aplicada 48 horas depois da cirurgi, é eficaz mas provoca manchas na pele que precisam ser tratadasdepois.
Durante o processo de envelhecimento a pele perde colágeno e gordura, tornando-se flácida. Essa flacidez acentua as linhas de expressão naturais do rosto e tira a "jovialidade" da pele. Um médico russo resolveu o problema usando um fio de polipropileno com pequenas cerdas orientadas, que "ancoram" dois pontos do rosto após ser costurado por debaixo da pele. A técnica ficou conhecida como fio russo.

O procedimento de inserção é simples , com anestesia local.

Texto do jornalista Ricardo Ampudia